FVUP versão 1.6.9b


Patch v1.6.9b realizado no dia 25/02/05, às 02:37AM, horário de Brasília.
Resumo da atualização:

- Como segue a tradição, a imagem de fundo do meu blog é a mesma do meu "désquytópi" XD~
- Sim, meu "désquytópi" estava BEM desatualizado =X
- Minha assinatura também mudou ^^'
- + blog feliz adicionado à lista...e blog morto retirado tb o.o'

Regra Única de Admissão de Visitantes a este Blog:

- Todo e qualquer visitante é bem vindo a este blog, assim como seus comentários, exceto no caso de ser explicitado, por este que vos escreve, que sua presença e seus comentários são indesejados e não bem vindos.

Tendo em vista a regra acima, seja muito bem vindo, visitante!

segunda-feira, maio 31, 2004

Alquimia

O poeta é um alquimista
um mago das palavras
feiticeiro de metáforas
invocador de comparações

O poeta pode não ser um sábio
mas é tão sábio e sabido
que em sua sabedoria alquimista
forja hipérboles, paradoxos e sinestesias

A Física, Química, Biologia
até mesmo a Matemática
Juntamente à Geografia e à História
podem ser combinadas pelo poeta
para definir sensações, sentimentos,
situações e insinuações

Poeta,
alquimista dos tempos antigos e modernos

(Leandro F. de Souza)



Gostaria de dizer que não me importo que copiem meus textos e os publiquem em outros lugares, peço apenas para ser colocado os créditos do autor(no caso, eu) junto ao texto e, se possível também o link para este blog.

Acho uma falta de respeito absurda uma pessoa vir até aqui, pegar meus textos e publicá-los em outros lugares e clamar sua autoria. Já vi textos meus publicados em outros blogs/flogs. Em um deles, a pessoa me avisou que havia copiado o texto e não coloquei restrições, pelo contrário, fiquei honrado. Gostaria que mais pessoas tivessem essa mesma educação...

Caso contrário, vou parar de publicar meus textos aqui.

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sexta-feira, maio 28, 2004

Aulas de literatura no cursinho são inspiradoras. Não que eu preste atenção nelas, mas a atmosfera artística à qual nos submetemos geralmente rende idéias interessantes em meus textos, sendo alguns deles baseados em temas abordados em sala no momento de sua concepção, como o "Quase Soneto do Ópio", concebido a partir do estudo do Simbolismo e sua relação com o uso do ópio na cultura oriental.

O mais empolgante na aula é o fato de o professor não estar simplesmente dando uma aula de literatura, mas estar falando de algo que ele realmente gosta chega a ser empolgante. Gostaria de falar de economia como ele fala de literatura.

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quinta-feira, maio 27, 2004

Quase soneto do Ópio

O meu ópio é o apego
grande apego que aflora
quando gosto de alguém

O meu ópio é o ciúme
ciúme este que ataca a mente
o medo de perder

O meu ópio é a saudade
a contagem das horas
a vontade de ver quem não se pode
de tocar quem não existe

O meu ópio é a culpa
a proibição moral e ética
punição pela consciência
tão pesada quando o mundo

O meu ópio é o amor

(Leandro F. de Souza)



Escrito durante uma aula de literatura...

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terça-feira, maio 25, 2004

Sou humano, tenho sentimentos, medos, sonhos, desejos e expectativas como qualquer um aí fora. Não sou feito de qualidades, possuo uma infinidade de defeitos.

Já brincaram com meus sentimentos, medos, sonhos, desejos e espectativas, mas sempre sobrevivi para ver o sol nascer de novo, apesar dos muitos traumas trazidos por cada nova experiência.

Foi-se o tempo, há anos, em que via mulheres como objetos de prazer. Hoje, procuro apenas alguém que goste de minha presença, aprecie meu papo, compreenda minahs limitações, respeite meus sentimentos. Não encontrei ninguém assim ainda e talvez nunca vá encontrar, mas vou seguindo sempre em frente dando a cara a bater, em busca de um sonho, um desejo, um sentimento.

Enquanto a busca não termina, vou sobrevivendo dia após dia, garimpando aqui e ali pequenas pepitas de felicidade junto às minahs pedras raras e sem preço, meus amigos que nunca me abandonaram, por mais que eu tente afastar-me e sumir do mundo.

Sou apenas um ser humano confuso e em sofrimento, escrevendo na calada da noite enquanto luto para conter as lágrimas que insistem em querer cair.

Sou apenas um ser humano fragilizado e com os sentimentos estraçalhados.

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sexta-feira, maio 21, 2004

Não vou modificar o texto, muito menos tirá-lo daí. Vou deixá-lo como uma forma de protesto à vida, à minha vida.

Que seja lido por qualquer um que acesse este blog, não ligo. Se alguém quer me seqüestrar, faça-o, minha família está instruída a não pagar resgate por minha pessoa. Não darei despezas a ninguém. Não se esqueça que eu não compenso. Seqüestre e mate-me, mas faça-o bem feito, pois se escapar ou não morrer, mato você, seqüestrador incompetente.

Muitos de meus segredos estão contidos no post anterior a este, não era isso o que todos queriam saber? O que se passa comigo, meus segredos, meus problemas? Estão aí, branco no preto(já que o esquema de cores da página é invertido). Não tenho muito mais a esconder, qualquer outro tipo de informação não contida ali não foi utilizada pelo único e exclusivo objetivo de não comprometer nenhum indivíduo a não ser eu mesmo.

Não mudo, não tiro, não volto atrás. Mate-me se quiser.

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quarta-feira, maio 19, 2004

Quer saber? Eu desisto.

Desisto de tentar, de continuar, de sorrir, de viver. Isso não é para mim. Minha cabeça está confusa demais para pensar em qualquer coisa.

É culpa minha, sim, pois deixei-me levar por um sentimento ridículo, uma coisa nova e completamente imprevisível. Não posso dizer nada além de ter sido uma escolha errada, sem pensar, mas parecia tão bom, eu via uma luz no fim do túnel, uma esperança no vale dos condenados, mas não passou de desilusão. Mais uma.

Não quero mais nada, não quero mais ninguém. Tranquem-me em um manicômio e joguem a chave fora. Esqueçam-se que um dia eu sequer existi. Não passei de um peso morto na vida de todos vocês, um idiota inconseqüente, ignorante e, acima de tudo, ingênuo.

Não sou inocente, sou culpado de muita coisa. Não sou dedicado, mato aula da faculdade para ir ao Bob's tomar milk shake de ovomaltine com os amigos. Não mereço perdão, sou apelão.

Redenção, não será necessário. Não é preciso perder-se tempo em redimir minha alma amaldiçoada, mande-me direto para o inferno, sem pensar duas vezes.

Queimem as minhas coisas e não gastem mais comigo, estou de partida e agora é definitivo, não pensarei mais duas vezes, vou direto para a cova. Desisto da vida, assim como o destino desistiu de mim.

Não seguirei os passos do papai, nem serei o orgulho da mamãe. Não toco piano nem faço medicina. Também não causei desgosto na família, eu acho.

Estudar. Tá aí uma coisa que eu gostaria de conseguir fazer, sentar e estudar, seria bom conseguir fazer isso pois, mesmo q eu tente fazê-lo, nunca consigo.

Sou virgem e me orgulho disso. Não me masturbo freqüentemente, não sinto mais desejos pois tenho auto-controle considerável.

Tenho uma casa de 500 m² em um condomínio de luxo em São Paulo e também uma casa confortável na praia. Moro em Brasília, no Setor Sudoeste em um apartamento de tamanho considerável, comparado ao padrão da cidade. Tenho um Audi A3 e um Toyota Corolla na garagem. Não são meus, mas posso dirigi-los quando bem entender. Nunca me faltou nada relacionado a dinheiro, sempre ganhei o que quis, ainda que muitas vezes tive de esperar pois não era possível no momento. Ah, esqueci de dizer, também tenho um apartamento em sociedade com uma tia, em Paris. Vê-se que dinheiro não traz felicidade.

Não quero psicólogos, nunca precisei deles. Eles não podem me ajudar, ninguém pode. Nem Deus pode. O destino talvez, mas este daí não é de mudar.

Maldita hora em que saí de casa, fiz amigos, conheci mais e mais pessoas, saí do âmbito familiar, tentei ser feliz... Consegui apenas me decepcionar, me machucar, iludir, sofrer, chorar.

Não tenho certeza sobre meu curso, talvez não seja isso que eu queira. Bem, se fosse assim, eu nunca conseguiria pois o que gosto mesmo é música, mas não sou bom músico, não sou virtuoso, não sou habilidoso. Sei apenas o básico, o que não é suficiente para sobreviver no ramo.

Não escrevi no caderno, não passei a limpo para publicar, não planejei este texto. Você que está lendo-o, irá reparar na constante repetição de "não's" e "que's" e nas milhares de vírgulas em lugares incorretos. Não sou bom em impoviso, não na escrita. Talvez em outros ramos 'artísticos'.

Tudo isso saiu da minha mente doente, sórdida, morta. Tentei colocar as coisas em ordem, para não confundir muito, mas por que não? Se eu estou confuso, por quê os outros não podem ficar ao ler meu texto? Mundo injusto... Tem críticas a fazer? Faça, talvez eu melhore meu raciocínio e minha habilidade de escrever improvisando.

Perdi a linha do raciocínio, fugi ao tema completamente. Dê-me nota zero, reprove-me, mate-me, esquarteje-me, ponha fogo, destrua as provas ou apenas jogue-me no acostamento de uma estrada deserta, não sou digno de perda de tempo. Não por tão pouco. Sou apenas mais um em um bilhão no mundo. Se há tantos, qual a diferença de um a menos, ainda mais este um sendo eu, logo eu.

Simplesmente me esqueçam...

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ouvindo Sonata Arctica - Tallulah na minha cabeça, pq o CD tá no meio da bagunça do meu quarto. QUERO MEU PCCCCC!!!

O que uma saída com os amigos para fazer nada não faz com as pessoas. Meu ânimo não foi completamente restaurado, mas ao menos o humor mudou um pouco.

A decepção pela má recepção em um local outrora sagrado foi redimida pelas horas seguintes. Algumas partidas de um jogo de corrida na casa de um, telefonemas realizados, uma rápida conexão ao MSN. Pronto, estava formado o grupo de pessoas destinadas a fazer nada em conjunto.

Hic e pedro passam pegar Sidh em sua casa, logo em seguida parando na casa da Shipper e então a Pata. Na última localidade, discutiu-se a programação, o que fariam e onde? Hic apresentou a solução, todos concordaram.

Dirigiram-se então a uma lanchonete famosa por seus milkshakes, na intenção de ao menos fazer nada comendo.

Pedro comprou esfihas no concorrente, mas Sidh, Shipper e Hic preferiram ficar nos milkshakes. Pata estava doente e preferiu não comer/beber nada.

Enquanto as delícias geladas eram saboreadas, alguém deu a idéia, "vamos fazer uma conpetição?" Todos aceitaram. Igualou-se o nível da iguaria nos copos dos participantes e fotos foram tiradas.

O duelo foi hilário, com direito a assopro de canudo entupido, acessos de riso e semi-congelamento traquial, tudo isso gravado em um vídeo de poucos minutos para a posteridade, juntamente com as fotos.

Após o evento, o grupo saiu da lanchonete e decidiu ir embora, pois Shipper deveria voltar cedo para casa e Hic faria o mesmo, no horário de retorno da faculdade.

É por causa dessa pequena história que meu ânimo melhorou. Obrigado, meus amigos, mesmo sem saber vocês me ajudaram muito.

Agora aguardo o término do segundo horário no NDA do lado de fora da sala, pois cheguei atrasado demais para entrar. (Trânsito estúpido ¬¬)

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terça-feira, maio 18, 2004

Leia a música abaixo antes do post ao final:

"Freedom Call - Turn Back Time

This is a song of sadness, rhymes of pain
The sounds of my tragedy out in the rain
I made my way and left you alone
I have denied you to be on my own

But while the years are passing by
The flame is still burning inside
I still remember you and I
Our love, it will never die

If I could turn back time
to ease my desire
I always remember
The sadness I've seen in your eyes

I call for the master,
I'm calling his name
Mysterious laughter,
tortures my brain
Stories of sadness, stories of pain
I'm telling my tales to the wind
And the rain

All the dreams I had in my mind
I was doing whatever I like
I still remember you and I
Our love, it will never die

Turn back time
To ease my desire
I always remember
The tears I've seen in your eyes
If I could turn back time
And relieve my desire
It hurts me forever
That I lost the love of my life

Estava tudo tão bem, por quê passei a pensar diferente? Essas incertezas me torturam, me corroem por dentro. Sei o que sinto, conheço meus sentimentos mas, e do outro lado da ponte? Como ela se sente?

E todas as incertezas quanto a meu curso superior, será isso realmente o que quero? Não tenho mais a certeza a qual possuía há pouco tempo. E se não for o meu curso? Qual será?

Tantas incertezas, tanta insegurança, tanto medo. Sinto falta de um abraço amigo, de um ombro para apoiar, estou sozinho.

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segunda-feira, maio 17, 2004

Hoje não vai adiantar, vou escrever e ecrever e a tristeza não vai passar. Nunca passou. Não sei porque continuo escrevendo, não anda servindo para nada.

Questões como "será que sou útil?", "qual a minha função aqui?" atacam-me incessantemente enquanto sinto-me mal por assuntos diversos. O mais curioso é o fato de eu não estar afim de sair dessa. Canse, estou cheio de sempre ter de lutar contra esses fantasmas, medos, incertezas. Quanto mais tento entendê-los e exterminá-los, pior eles ficam.

Não tenho mais conserto, sou um caso perdido. Sou extremos. Se na Sexta-feira estava alegre, contente e satisfeito, no Sábado estava praticamente o oposto. Não sei explicar o por quê mas, mesmo sabendo como seria o dia, de algum modo enganava-me como se algo mudaria.

Senti-me excluído, ignorado. Estava sozinho e sem meus amigos, cada um estava em seu grupinho fechado e inviolável. Também cometi erros e injustiças, mas estava tenso demais para percebê-los no momento.

O Domingo também não rendeu, parecia até trama dos deuses, o tempo estava fechado; o céu, acinzentado. Uma leve brisa mantinha o dia fresco, dando o toque final à melancolia.

O ensaio da banda não rendeu, o guitarrista havia acabado de terminar com a namorada, a vocalista estava indisposta devido à sessões de quimioterapia no dia anterior, o baterista estava tão confuso quanto no momento em que vos escreve. A única exceção à regra foi o baixista, pois estava neutro como sempre, com alguns momentos de altismo.

A visita ao Habib's e posteriormente à uma lan house na asa norte ajudaram a distrair um pouco. Porém, tudo voltou à tona e ao "normal". Voltei à tristeza.

Isso tudo é complicado demais para mim, minha existência continua sem sifnificado e ainda não descobri minha função neste mundo. Estou desistindo da vida, desde alguns meses, apenas houveram alguns fatores retardando o processol. Meus motivos para tal estão se esgotando.

Não disse que hoje o papel ia render? Meu caderno está parecendo um diário sem datas.

O que fiz para merecer isto? Qual foi meu crime? Por quê pago um preço tão alto?




Vou-me embora para o Canadá
Lá, conheço a todos na cidade
meus costumes são curiosos
minhas piadas são engraçadas

No Canadá, sou respeitado
as pessoas querem estar comigo
Lá, minhas palavras são ouvidas
meus movimentos são contemplados

Mas de que adianta tudo isso?
Lá, sou apenas o intercambista
aqui, sou apenas o motorista

Vou-me embora para o inferno.

(Leandro F. de Souza, em alusão à "Pasargada", de Drummond)

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sexta-feira, maio 14, 2004

Será que passei por um período de provações? Meu ano começou da pior maneira possível, precisando segurar a barra em uma enorme crise familiar, ao mesmo tempo que passava por uma imensa decepção amorosa e iniciava uma nova vida, a de universitário.

Quase entrei em colapso, o número de vezes os quais a idéia de suicídio passou por minha cabeça foram incontáveis, assim como o desejo de voltar a São Paulo e esquecer de ter vivido em Brasília, mas não consegui realizar nenhuma dessas proezas graças a pessoas que tenho o orgulho de chamar de amigos e amigas.

Houveram momentos, também, onde pensei em chutar o balde, jogar tudo para o alto e desistir de tudo, o cansaço era dominante.

As coisas começaram a melhorar quando a carga horária diminuiu com o término das aulas da auto-escola e melhoraram ainda mais com a chegada de minha permissão para dirigir. Nunca me esquecerei daquele dia.

Voltei a ver amigos que só mantinha contato por meio da internet, por não ter tempo para freqüentar os encontros, exceto nas ocasiões em que me ocorria a vontade de não ir à aula, quando normalmente eram traçados planos diversos para o não descobrimento do fato pelos meus pais.

Hoje sinto o fim da maré de provações e o início de um período de paz interior e felicidade, talvez a recompensa por sobreviver durante o tempo de dificuldades.

A mudança foi um aspecto positivo, bom para desviar meu pensamento de muitas preocupações e temores. A sensação de perda de lar passou e já sinto-me em casa no novo apartamento. Falta apenas minha mãe terminar de arrumar as coisas em seus lugares e o acabamento de alguns últimos detalhes, para podermos dar uma festa de inauguração.




O Mais Longo dos Dias

O dia não passa
o tempo congela
as aulas se alongam
a saudade corrói

Os minutos contados um a um
só farão a mínima diferença
no final de uma hora
fração ínfima do mais longo dos dias

(Leandro F. de Souza)

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quinta-feira, maio 13, 2004

Como escrever textos felizes se aprendi a ser triste? A mim muitas coisas já não importam mais. Se a elfa sabe de minha existência ou não, é completamente dispensável, por exemplo.

Vejo o mundo novamente em cores, ainda fracas e não completamente distinguíveis, porém são cores e é isso o que importa.

Os sonhos outrora opacos e embaçados passaram a ser habitados por uma nova maravilha de beleza incomparável, que caiu comoas lentes de contato com as quais meus olhos são revestidos. Aqueles mesmos sonhos escuros e turvos ganharam luz, ainda que até o momento um pouco fraca, porém tornando-se mais forte a cada dia.

As horas contadas para a chegada da noite passam mais lentamente enquanto a ansiedade e a vontade de encontrar minha luz aumente com uma progressão geométrica de razão infinita.

Enquanto deito-me à espera do sono, penso em como seria o próximo encontro com as cores e a luz, imaginando se meus sonhos tornar-se-ão mais coloridos e iluminados.

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quarta-feira, maio 12, 2004

assistindo "HammerFall - Heeding the Call"

Sem texto tosco de autoria própria para publicar hoje, postarei um que foi apresentado à turma no NDA hoje na aula de redação.



"Tênis X Frescobol


Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.

Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: "Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: 'Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?' Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar."

Xerazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme "O império dos sentidos". Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa, conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fossem música. A música dos sons - ou da palavra - é a sexualidade sob a forma de eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer. Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: "Eu te amo, eu te amo..." Barthes advertia: "Passada a primeira confissão, 'eu te amo' não quer dizer mais nada." É com conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recodo a sabedoria de Adélia Prado: "Erótica é a alma."

O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada - palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.

O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como a ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir... E o que errou pede desculpas, e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos...

A bola são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá...

Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Camus anotava no seu diário pequenos fragmentos para os livros que pretendia escrever. Um deles, que encontra nos Primeiros cadernos, é sobre este jogo de tênis:

"Cena: o marido, a mulher, a galeria. O primeiro tem valor e gosta de brilhar. A segunda guarda o silêncio, mas, com pequenas frases secas, destrói todos os propósitos do caro esposo. Desta forma marca constantemente a sua superioridade. O outro domina-se, mas sofre uma humilhação e é assim que nasce o ódio. Exemplo: com um sorriso: 'Não se faça mais estúpido do que é, meu amigo'. A galeria torce e sorri pouco à vontade. Ele cora, aproxima-se dela, beija-lhe a mão suspirando: 'Tens razão, minha querida'. A situação está salva e o ódio vai aumentando."

Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão... O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.

Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem - cresce o amor... Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim..."

(Rubem Alves)

Duvido que todos vão ler este texto até o fim, mas fiz minha parte. Gostaria de pedir desculpas à pessoas(como a Maria, por exemplo), dizer 'gosto de você' a outras. Resolvi utilizar este texto por recomendação da Celina, professora de Português do NDA, que também o utilizou para pedir desculpas à nossa sala... Encerro aqui esse post enorme.

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terça-feira, maio 11, 2004

Sono, as pálpebras pesadas tentam ao máximo recair sobre os olhos cansados. O cansaço toma conta do corpo inteiro junto a uma sensação de moleza, a vontade de deitar-se na cama aconchegante é imensa, quase insuportável. A luta para permanecer acordado é cruel e desalmada, enquanto a mão escreve palavras de desespero em vão.

No limite da vontade jas uma esperança, uma força de vontade ínfima que impulsiona o cansaço e o stress de uma longa jornada cansativa e cheia de perigos para longe, na tentativa de enganar o mesmo sono que traz a vontade de adormecer.



Nhaaa, preciso parar de escrever esse monte de merda toda só pra dizer q tô com sono...

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segunda-feira, maio 10, 2004

Nossa, atualizações estilosas e complicações na planilha de planejamento do pessoal da Blogger.com... Eles se empolgaram mesmo, editaram o visual e tudo o mais... Vamos ao que interessa:

Redação p/ o 3º simulado do NDA.
Texto dissertativo de até 30 linhas
Tema: "A energia como mola propulsora do conhecimento, do progresso e do crescimento pleno do indivíduo e do mundo."




Desde tempos imemoriáveis a energia é sinônimo de progresso.

A descoberta do fogo e a manupulação da energia em forma de calor e luz auxiliaram o homem primitivo na obtenção de alimento, na proteção contra predadores e o frio.

Algumas eras mais tarde, passou-se a utilizar a energia por meio da tração animal para mover moinhos e afins, juntamente à água e o vento, apesar de manter-se o fogo como fonte luminosa e de calor.

Estudos foram feitos; pesquisas, desenvolvidas; teorias, glorificadas e, em todos os casos apresentados, a energia era fator essencial para a evolução da espécie, fosse ela física, intelectual ou tecnológica.

O aumento da população e da necessidade da mesma por melhorias levou a um avanço tecnológico grandioso. Os olhos humanos já não enxergavam tão bem na penúmbra iluminada pelo foto. Braços trabalhadores não suportavam mais o peso de grandes rochas confeccionadas, a energia não era suficiente.

Novas pesquisas desenvolvidas, novas soluções encontradas. A energia elétrica poderia iluminar mais eficientemente e fazer funcionar equipamentos das mais exóticas variações para auxiliar o homem e diminuir o esforço físico realizado pelo mesmo.

Então encontrou-se problemas no sistema, com o progresso constantemente crescendo e os recursos energéticos escassos, a evolução periga estagnação e colapso.

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sábado, maio 08, 2004

Jogar-me pela janela de meu quarto no 5º andar do prédio aterrisando na rampa de concreto da saída da garagem? Pato cai com estilo, mas não teria a coragem de realizar o salto para a morte, além de ser uma puta sacanagem com o pessoal da limpeza.

Dirigir em altíssima velocidade e ir de encontro à uma parede? Não quero dar prejuízos aos meus pais com seguro, multas nos pardais, além do processo por destruição de propriedade pública.

Comprar umas duas ou três garrafas de vodka, trancar-me no quarto para não ser interrompido nem surpreendido e impedido e tomar todas elas em um curto espaço de tempo? Essa dá dor de cabeça, literalmente, pois se o coma alcoólico não for fatal, a ressaca será violenta, além da bronca enorme dos pais por ter enchido a cara, o prejuízo do arrombamento da porta e a conta do hospital.

Cortar os pulsos e sangrar até a morte? Além de ser um pouco clichê, dói pra caramba e faz sujeira demais, a não ser que eu providencie um balde para despejar o sangue. Seria uma cena linda para um vampiro presenciar, mas não tenho coragem para isso também.

Drogas ilícitas? Nah, uma overdose dessas é muito cara, e eu não quero sustentar traficante, além de ser um cara limpinho.

Tiro na cabeça? Muito clichê, o maior de todos, apesar de que eu poderia dar um tiro no peito com a mão esquerda de modo que a trajetória da bala fosse levemente inclinada para a direita, como se eu houvesse sido suicidado, e ainda poderia colocar as letras OGG gravadas na coronha, assim eu morreria fazendo um favor à humanidade. Nãããão! Preciso de algo menos barulhento, mais sutil.

Já sei! Overdose com remédios da farmácia! Vou comprar bastante Dramin e terminar de escrever minha carta de despedida e o testamento. Com sorte ninguém me encontra antes de morrer e me leva para uma lavagem estomacal.

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sexta-feira, maio 07, 2004

Pessual, desculpa a falta de atualizações DE NOVO...

A rede do prédio caiu e não faço a menor idéia de quando vão tomar vergonha na cara e arrumar. Tô escrevendo do PC do Clim, enquanto espero ele se arruamr pra gente ir no lucky strike huahuahua.

Bem, quanto às atualizações, pelo menos não ando tendo muita inspiração para escrever mais e mais textos, então não estou ficando muito pra trás ^.^'

Acho que é só isso, não tenho muito mais a dizer, tchauzinho!

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terça-feira, maio 04, 2004

ouvindo minha mãe cantando alguma coisa beeeem antiga

Versos Insensatos

Ansiedade
Expectativa
Insegurança
Medo
Tristeza
Solidão
Infelicidade
Depressão

Junte todas as sensações
misture um pouco
esparrame em um molde humano

Da mistura originar-se-á
a imagem de um homem conhecido
este homem serei eu.

(Leandro Ferneda de Souza)



Acho que de vez enquando vocês devem se perguntar "como ele consegue escrever tanto?", eu explico como.

O negócio é que minha cabeça anda muito cheia de preocupações e problemas, que às vezes gostaria que fossem físicos para eu morrer logo, e eu preciso colocar um pouco disso para fora, desabafar, mas não gosto de encher o saco das pessoas mais do que já o faço com meus problemas fúteis. Cansei de ser um parasita.

Já fiz merda demais na minha vida e causei problemas na vida de outros. Também creio que já dei falsas esperanças a ao menos uma pessoa maravilhosa, mas que eu nunca ficaria com ela, pois tenho medo de terminar do mesmo jeito que as outras vezes, com cada um indo pra um lado com rancor do outro.

Sindo que estraguei a vida de alguém, e o pior, de um amigo, estou explodindo de arrependimento e não posso nem dizer a alguém o por quê.



Vou sumir, sair da vida de todos, prender-me à um canto de onde não possa estragar nem atrapalhar a vidade ninguém.

Certa vez chamaram-me de santo, mas não mereço esse título. Talvez algum dia eu me torne um anjo, alguém importante, um anjo da guarda na vida de alguém, uma pessoa a qual possa ser confiada.

É, eu pareço muito com um destes seres, santo ou anjo, cuja função é trazer alegria àqueles em torno a mim, ainda que eu esteja em prantos por dentro.

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domingo, maio 02, 2004

Antes de tudo gostaria de pedir desculpas por não avisar sobre o sumiço. Mudei-me de apartamento na quinta-feira e não tinha como postar pois tanto meu PC quanto o Lap Top estavam encaixotados, agora eu peguei o lap top e pluguei na tomada =D

Vamos à uma parte do que eu escrevi ao longo desses dias longe do computador.



Logo eu, que sempre pergunte-me como as pessoas conseguia colocar-se em situações tão inusitadas e complicadas, vivo colocando-me em tais complicações.

O pior de tudo é que os outros ainda conseguem explicar como chegaram em determinado ponto, eu não.



Vida inútil, existência fútil, tudo resume-se em peculiaridades estranhamente complexas enevoando as idéias de uma mente deturpada.

Tempo cinzento de nuvens agourentas, carregadas de puro ódio e descontentamento trazem maus presságios para a vida do amaldiçoado. Tempos difíceis vêm chegando junto aos raios de sol que não aparece e apenas contempla-nos por detrás dos titãs tempestuosos.

Cheiro aquoso agradável que chega às narinas, seguido de um estrondo destrutivo de águas diluvianas trazendo consigo as sobras de sua destruição.

Ao final, apenas o aroma fétido de morte e putrefação permanece no local lavado pela friúa dos titãs cinzentos e estrondosos que fecharam o cerco no céu.



Estranheza, é isso que sinto. Um peixe fora d'água. Há tantos meses já sabia que iria mudar, mas nunca pensei que sentiria saudades de minha antiga moradia, ainda mais apenas um dia apés ter mudado.

De repente, uma infinidade de poucos momentos divergentes da vida rotineira afloram em minha mente na forma de memérias, tão vivas e claras, passando-me a impressão de estar lá presente, não deixando de ser uma verdade, apenas com uma mudança temporal.

De um tempo para cá, a abstração do pensamento passou a interessar-me, talvez pela tendência depressiva dos textos escritos nesta linha de pensamento, ou então apenas por modismo pessoal.

Enfim, sinto-me um estranho em terras distantes, um anão na terra dos gigantes. Estou fora de casa.

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Signo: Aquário
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